

Introdução
Os vinhos Sud de France oferecem uma grande diversidade e uma qualidade cada vez maior. A situação geográfica do Languedoc Roussillon é propícia à elaboração de vinhos que se exprimem em todos os domínios, da finura à potência, dos frutos gourmand à mais bela complexidade, dos tons pastel aos granadas mais profundos.
Produzidos atualmente por viticultores apaixonados, os vinhos Sud de France reúnem os elementos essenciais da tradição culinária mediterrânea, onde o azeite de oliva, os legumes, o peixe e os queijos se combinam para oferecer uma cozinha saudável, autêntica e saborosa. Dos vinhos tintos, brancos, rosés, espumantes (incluindo o Blanquette e o Crémant de Limoux) aos vinhos doces naturais (incluindo os moscatéis de Frontignan, Lunel, Mireval, Saint-Jean de Minervois, Rivesaltes ou ainda os célebres Banuyls e Maury), a variedade de castas encontra um reflexo particular nos pratos.
Os vinhos Sud de France possuem assim todas as qualidades para acompanhar todos os tipos de consumo; das refeições formais ou do dia-a-dia, passando por momentos de convívio entre amigos.
Portanto, nesta rubrica, lhe propomos que descubra a harmonia dos sabores Sud de France e alguns princípios gerais de combinações entre iguarias e vinhos.
Vinhos e gastronomia: modo de emprego
Os vinhos que se destinam a acompanhar uma refeição são objeto de uma dupla escolha:
- Uma escolha "horizontal", diretamente relativa ao tipo de prato que o vinho deve acompanhar.
- Uma escolha "vertical", que tem em consideração as iguarias e os vinhos que irão suceder ao prato.
A ESCOLHA HORIZONTAL
A harmonização de iguarias e vinhos é facilitada se conhecermos alguns princípios simples determinados pelos hábitos.
Quando respeitados, permitirão retirar o máximo de prazer de uma refeição.
Por exemplo, podemos nos basear na natureza do prato: um prato leve, fino, rústico ou pesado atrai um vinho de natureza semelhante.
Prato leve e acidulado = vinho vivo, fresco e simples (tinto ou branco)
Prato complexo rico e gorduroso = vinho elegante, rico e complexo (branco)
Prato rico, pesado e grelhado = vinho potente, tânico, com um aroma elegante de madeira
A ESCOLHA VERTICAL
O prazer dos sentidos deve ir crescendo:
"A garrafa que se serve nunca deve dar saudades da anterior."
Regra n.º 1: o vinho do momento nunca deve dar saudades do vinho anterior.
Regra n.º 2:
• os vinhos brancos antes dos tintos;
• os vinhos leves antes dos vinhos tânicos;
• os vinhos simples antes dos vinhos complexos;
• os vinhos novos antes dos vinhos velhos;
• os vinhos secos antes dos vinhos doces.
As combinações de iguarias com vinhos Sud de France
Como combinar harmoniosamente nossos vinhos com a gastronomia mediterrânea?



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